« Caritas Christi urget nos »
(2 Cor 5:14)

Reports - Rapports - Informes - Rapporti - Relatórios

Crónica - dia 01 de Junho

1. AGENDA.
Mais um dia de começo da terceira semana de trabalhos capitulares. Dia Mundial da Criança e início do mês do Coração de Jesus. Foi moderador o Ir. Raymond Kozuch. O dia gastou-se nos seguintes momentos: entoação do hino do Capítulo (por ser segunda-feira); oração da manhã, conduzida pela Província de Moçambique; trabalho de grupos sobre “animação, verificação e caminho da Congregação”, seguido de plenário; apresentação do Distrito das Filipinas; missa por grupos linguísticos (no grupo luso-hispânico, presidiu o Ecónomo Geral); almoço e descanso (aquele para todos, este para quem pode); esquema do Comité de Síntese; questões jurídicas das Normas para a Administração dos Bens; apresentação do Distrito da Índia e da comunidade do Colégio Internacional de Roma II; adoração eucarística; jantar e descanso. Pela tarde, recebemos a oferta de um saco azul (daqueles que foram feitos para a adiada beatificação) e de um boné preto com o símbolo do Capítulo (o momento simbólico de nos enfiarem o barrete). Hoje, foram também aprovadas as actas nº 8 (27 de Maio), nº 9 (28 de Maio) e nº 10 (29 de Maio). Assim, ficou tudo em dia quanto às duas primeiras semanas. Com o novo processo em uso, tenho a impressão que as actas não são previamente lidas por muitos; aos quatro a quem perguntei, ninguém leu (devem ser só esses…)

2. ANIMAÇÃO, VERIFICAÇÃO, CAMINHO DA CONGREGAÇÃO (tema).
Hoje tivemos a quinta coluna temática proposta pela Comissão Preparatória, em sintonia com o Governo Geral, para reflectir o tema de fundo do Capítulo e encerrar o caminho relacionado com o “instrumentum laboris”. Como foi dito na introdução da manhã, trata-se de um tema operativo importante para o rumo da Congregação nos próximos seis anos: propor o modo de animação da Congregação e pôr em prática as decisões surgidas deste Capítulo, sugerindo ainda modos concretos e eficazes de verificação ou avaliação. Conta-se que o Comité de Síntese tenha bem em conta também o trabalho de hoje. Cada um recebeu uma senha em que estava escrita uma de sete palavras: Capítulo, Província, Região, Distrito, Comissão, Conselho, Encarregado. Depois, cada ovelha (capitular munido do tal papelinho) seguia o seu pastor (facilitador com um papel maior com a mesma senha). Assim satisfizemos a curiosidade sobre o modo como iriam ser distribuídos os grupos na última sessão do género (originalidade de bradar aos céus…). A mim calhou-me, pela terceira vez consecutiva, o mesmo facilitador (desta vez, para acabar em beleza, deixou-nos espreitar a parte metodológica, a tal que indica com precisão os minutos, que ninguém segue). Também terminei em beleza, pois finalmente trabalhei na tal bina (éramos dois, o P. André Conrath e eu, pois faltava um no grupo, sempre em francês directo e concreto).

3. ANIMAÇÃO, VERIFICAÇÃO, CAMINHO DA CONGREGAÇÃO (dinâmica).
Desta vez (felizmente a última, recordo) estava previsto ocupar os 90 minutos deste modo: exposição do tema (10 minutos, na sala capitular, com tradução); pensar o como podemos assegurar a animação e a realização das decisões tomadas, a nível do Governo Geral e das Entidades (15 minutos para cada mini-grupo de trina ou bina apresentar três propostas para cada e 10 minutos para o grupo seleccionar três propostas a serem levadas a plenário); apresentar alguns instrumentos de avaliação (10 minutos para cada mini-grupo apresentar três ideias, 5 minutos para a leitura e colagem do material no grande cartaz, 15 minutos para o grupo seleccionar cinco propostas de verificação para o plenário); partilha e verificação dos resultados obtidos (15 minutos para cada mini-grupo fazer essa partilha e 10 para o grupo seleccionar um instrumento de verificação). Enfim, um método que dará os seus frutos (espera-se), elogiado por uns (um grupo teceu um rasgado elogio bem incensado ao dito cujo, mas não era preciso tanto), não muito apreciado por outros, sem agradar a gregos e troianos. Por mim, livrámo-nos do método mas não dos conteúdos (ainda bem), que o Comité de Síntese irá propor novamente doutra forma. E mais não opino. Elenco apenas algumas ideias, surgidas no plenário de apresentação do tal cartaz fotografado.

4. GOVERNO GERAL (propostas de animação):
carta programática para o sexénio; visitas dos membros do Governo Geral; contactos frequentes com Entidades; avaliações periódicas, com tempos e modos; delegação de responsabilidades aos Conselheiros Gerais; envolver em diálogo; perseverar apesar das dificuldades; apresentar decisões claras e motivações; publicação das verificações; relatórios anuais; guias para as Entidades; etc.

5. ENTIDADES (propostas de animação):
assembleias provinciais; comissões; conselhos de família; divulgação das decisões do Capítulo; animar Entidades com diversos organismos; conselho provincial; visitas canónicas fraternas; plano trienal com orientações do Capítulo; indicar responsáveis; estabelecer períodos concretos de verificação; analisar e verificar concretização de decisões em várias áreas; diálogo sincero com pessoas; avaliar trabalho de comunidades e sectores; sentido de pertença; relatório anual pelos superiores locais e superiores maiores; partilha de informação; encontro internacional anual; programação concreta de todos os aspectos; etc.

6. INSTRUMENTO DE VERIFICAÇÃO (propostas de avaliação):
planificação; visitas periódicas e avaliação; propor esquemas de avaliação; carta comum com decisões; diálogo comunitário frequente; conselhos e comissões; questionário para avaliação; relatório anual; diálogo e acompanhamento dos resultados; publicação dos resultados; estabelecer modos, meios, responsáveis; próximo vigário geral como verificador; assessor independente; contactos pessoais; encontros comunitários; etc.

7. PARTILHA E VERIFICAÇÃO (dos resultados obtidos):
assembleias, encontros de superiores; sítio web em cada Entidade; informar, apresentar, publicar; responsáveis por Entidade para informações; reunião de superiores maiores em Roma e nas entidades, de dois em dois anos; internet, blog, mailing list; comissão de avaliação; detectar motivo do fracasso da não concretização das decisões; esclarecer a razão de as decisões não se realizaram; etc.

8. ANIMAÇÃO, VERIFICAÇÃO, CAMINHO DA CONGREGAÇÃO (algumas ideias do debate):
pouca habituação à importante fase da avaliação e da verificação dos resultados obtidos; assumir poucas decisões no Capítulo, mas que sejam factíveis; utilizar os meios e estruturas que já temos, como reunião de superiores maiores, assembleias por áreas geográficas, com métodos mais eficazes; etc.

9. COMITÉ DE SÍNTESE 2.
O Comité de Síntese apresentou-nos um segundo esquema, que engloba o resultado dos trabalhos das duas primeiras semanas. Procurou-se não esquecer nenhum elemento fundamental (para isso funcionou um tempo livre de intervenções), com a preocupação de não dispersar, indo ao centro da nossa reflexão, o Coração de Cristo. Assim, enquadraram todos os elementos nas três partes, intitulando-as a partir desta centralidade: o Coração de Cristo centro da nossa vida (espiritualidade); o Coração de Cristo nos une (comunidade); o Coração de Cristo nos envia (missão). São propostas esquemáticas, a necessitar de muito trabalho, no Comité de Síntese (em coordenação com a Mesa de Presidência) e, sobretudo, de todos nós, membros do Capítulo. Proximamente, saberemos a metodologia. O tempo urge, não é só “caritas Christi” que “urget nos”…

10. MOÇÕES E NAB.
O P. Marek Stoklosa veio repetir-nos o processo previsto no Regulamento do Capítulo, nº 28, quanto à apresentação de Moções, essas tais que implicam ser totalmente assumidas pela Congregação. Se as Moções vierem dos Capítulos das Entidades, podem seguir directamente para discussão na assembleia capitular. Mas também podem vir de qualquer membro da Congregação, seja capitular ou não. Portanto, se houver algum confrade a ler estas coisas e queira apresentar uma Moção ao Capítulo, é só enviar. Mas há passos a seguir: a Mesa de Presidência aprecia essa proposta, sendo necessário ter a assinatura de um quarto da assembleia capitular (basta vinte assinaturas, eu trato disso). Não percais a esperança, o prazo termina na próxima sexta-feira. Mas a maior parte do tempo foi para explicar as NAB (se bem se lembram, são as Normas para a Administração dos Bens). Repetiu todo o processo, desde 2003 até hoje, passando pela trabalho de elaboração e pela aprovação “ad experimentum” do Governo Geral. Este documento já foi estudado nas Entidades e até inserido nos Directórios Provinciais. Mas o Capítulo, como órgão máximo da Congregação (é bom recordar isto, até para dar relevo à nossa presença aqui…), deve proceder à sua aprovação definitiva. Cada um de nós deve fazer trabalho individual de casa e apresentar possíveis alterações até à próxima quinta-feira. É uma leitura “reconfortante” sobre questões de administração (ordinária e extraordinária) de bens patrimoniais e de capital livre (da Congregação ou não), sobre a responsabilidade e deveres de ecónomos e administradores, sobre questões de alienação de património, e por aí adiante… Graças a Deus que já fizemos esse trabalho na Província, pelos menos com os superiores e ecónomos. Em princípio, será uma aprovação rápida, dado o trabalho prévio já realizado. As Constituições também não darão muito trabalho, creio eu. Quanto ao Directório Geral, outra música cantará (penso que dará mais trabalho, dada a novidade de alguns assuntos).

11. FILIPINAS.
Acolhemos a relação do Distrito das Filipinas, que depende do Governo Geral, presença iniciada a 17 de Maio de 1989. Conta com 51 membros, estando 49 nas Filipinas e 2 no Vietname. Nos últimos seis anos teve um grande desenvolvimento em estruturas: postulantado (Cagayan de Oro), escolasticado (Manila), noviciado, convento, centro pastoral. Trabalham em várias paróquias e têm obras no campo social. Uma presença internacional, onde estão 14 dehonianos provenientes de vários países. Não faltam desafios e motivos de acção de graças pelo crescimento rápido desta Entidade da Congregação.

12. ÍNDIA.
Lá tivemos a apresentação do Distrito da Índia, também dependente do Superior Geral, mas sempre apresentado pelo incontornável P. Martin van Ooij (já não é o Superior Distrital, mas parece…). Esticou para meia hora os 15 minutos previstos no programa e ainda teve direito a tempo de esclarecimentos (aqui foi porque tínhamos dez minutos, que seriam escassos para a Indonésia, ficando assim entretidos… e eu com uma ressaca na cabeça, lá se foi o jantar). Apresentou o Distrito “ontem, hoje e amanhã”… Sobre o ontem, que se iniciou em 1994, a presença foi crescendo para o norte da Índia. Sobre o hoje, salientou o número crescente de vocações, o carácter internacional do Distrito (13 países, incluindo Portugal com o Amaro e o Guilherme e, agora, via Madagáscar, Pedro Coutinho) e as seis etapas da pastoral vocacional. Sobre o amanhã, salientou cinco desafios, a saber: espírito e apostolado SCJ; espírito do “sint unum”, unidade em tanta variedade; o projecto de o Distrito se tornar proximamente Região; os empenhos ministeriais; a cooperação na área SCJ da Ásia e com outras Entidades. O Distrito é jovem (com uma média de idade de 26,6) e conta com 59 membros, dos quais 21 padres. Tem neste momento seis noviços.

13. COLÉGIO INTERNACIONAL – ROMA II.
Nesta casa onde estamos há duas comunidades: Roma I, com os 8 membros da Cúria Geral; e Roma II, chamado Colégio Internacional, neste momento com 40 membros, dos quais 31 estudantes provenientes de 19 Entidades da Congregação. É a casa mais significativa de formação na Congregação, no dizer do Superior P. Luigi Mostarda. Apresentou esta realidade complexa, apelou à corresponsabilidade e empenho de todos, salientou algumas dificuldades, expôs desafios a exigir sempre uma atenção às pessoas. Ficámos conscientes dos custos da formação, elevados mas não suficientes para cobrir as despesas. Finalmente, nas palavras do Superior Geral, ficou uma nota de apreço pela missão, nem sempre fácil, que o P. Mostarda vai exercendo nesta comunidade internacional.

14. A SEGUIR…
Amanhã, terça-feira, é dia de peregrinação e celebração. Se quiseres acompanhar-nos (no pensamento e na oração, claro), cá fica o programa: pequeno almoço (07:00); oração na capela (08:00); partida (08:15); visita à Basílica de São Paulo (09:00); missa e peregrinação à Abadia de Tre Fontane (10:00); almoço em Frascati (13:00); partida de Frascati (16:30); adoração na Paróquia de Cristo Rei (18:45); jantar em buffet (19:30); espectáculo (21:00); regresso a casa (22:30). Espero estar de saúde e percorrer este itinerário. Já agora, na quarta-feira, está prevista a “audiência” com o Papa Bento XVI, que segue uma metodologia diferente do antecessor João Paulo II, pois não recebe em privado capítulos gerais. Mas está programado este “acto capitular”, em que iremos à Praça de São Pedro (finalmente podemos usar o fato e a camisa apropriada), “podendo o Superior Geral ter a ocasião de se avizinhar do Santo Padre”. Depois disso, resta-nos praticamente uma semana de trabalho e o regresso às bases. Votos de boa vivência do mês do Coração de Jesus!

» Manuel Barbosa, scj

 

 

 

 

 

Welcome - Bienvenido - Bienvenu - Benvenuto - Bem-vindo - Willkommen - Witaj - Selamat Datang