« Caritas Christi urget nos »
(2 Cor 5:14)

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XXII CAPÍTULO GERAL – dia 21, quinta-feira 
 

  1. AGENDA DO DIA. Eram 8.15 horas e, pontuais como sempre, já estávamos reunidos em oração da manhã, conduzida pelos Estados Unidos e Canadá. O Ir. Raymond Kozuch (Estados Unidos), moderador do dia, começou por lembrar o aniversário do nosso P. José Armando, delegado de Portugal a este Capítulo; saudámos os seus 51 anos com uma salva de palmas e respectivo cântico de parabéns, não faltando as inúmeras saudações pessoais em todos os intervalos possíveis do dia. Antes do trabalho de grupos, que ocupou toda a manhã, Madagáscar apresentou a sua situação actual como Região da Congregação. Houve ainda tempo para a aprovação da acta nº 2 relativa ao dia 19 do Capítulo, segundo o tal método aprovado para este Capítulo. A Eucaristia, presidida pelo Superior Regional do Canadá às 12.15 horas, foi celebrada na capela grande para todos os capitulares. A tarde foi ocupada com as conclusões dos grupos sobre o Relatório do Ecónomo Geral, a que seguiu a devida aprovação por voto electrónico (quase unanimidade) e salva de palmas. Ainda houve tempo para se apresentar a questão jurídica da nomeação ou eleição do Ecónomo Geral, na aplicação da Moção 5 do último Capítulo Geral. O dia terminou com a Adoração, hoje sob o lema inspirado em Rom 8,31-39: “o amor incondicional e indefectível de Cristo”.
 
 
  1. MADAGÁSCAR. O P. Agostinho Clemente, Superior Regional de Madagáscar, leu (em português) o relatório sobre esta Região, apoiado por algumas fotos que iam sendo passadas pelo P. Armando Baptista. Recordou os inícios da presença dehoniana em Madagáscar, de confrades vindos da Província da Itália Meridional (1974) e de Portugal (1982). Madagáscar conta com 54 membros, sendo 8 italianos, 8 portugueses e 38 malgaxes. Apresentou as estruturas de formação: o Escolasticado em Antananarivo (Maison Sacré Coeur); o Seminário médio em Fianarantsoa (Maison Notre Dame de Fatima); o Noviciado e Postulantado em Antsirabé (Maison Père Dehon). Recordou o facto de a bela casa de Fianarantsoa ter tido o nosso P. Carlos Macedo como arquitecto; salientou ainda o facto de esta casa, que conta com 30 aspirantes dehonianos, estar aberta a 120 aspirantes de outras Congregações masculinas e femininas. Fez uma resenha sobre a pastoral da evangelização nos vários distritos que assumidos em várias dioceses: Imerimandroso e Andreba em Ambatondrazaka; Ifanadiana, Antsenavolo e Ambohimanda du Sud em Mananjary, que tem o nosso D. Alfredo Caires da Nóbrega como bispo; Andrakobe em Fianarantsoa. Além disso, temos a grande Paróquia de Notre Dame de Fatima em Antananarivo e apoiamos pastoralmente algumas paróquias de Antsirabé. Quanto ao ensino e promoção humana, forneceu números minuciosos das escolas sob a nossa responsabilidade, destacando a Universidade de Antsirabé, vocacionada para as Ciências da Terra e que constitui uma referência dehoniana em Madagáscar: chama-se Athénée Saint Joseph de Antsirabé (ASJA) e tem 900 alunos actuais, podendo chegar proximamente aos 2000. Quanto à colaboração, falou das duas Províncias que estão na origem da Missão: Itália Meridional e Portugal. Num tempo em que tanto se fala de auto-financiamento, referiu alguns projectos interessantes: a criação de porcos, vacas e galinhas; as oficinas de carpintaria; os projectos agrícolas com bons resultados; o projecto turístico “chez Gaspard” (nome proveniente do seu impulsionador, P. Gaspar Álvaro). Como perspectiva próxima, informou-nos sobre a ida de confrades da Indonésia para a diocese de Moramanga, que tem o dehoniano Gaetano di Piero como bispo. Terminou com uma breve informação sobre a situação difícil em Madagáscar desde os inícios de 2009, com confrontos violentos, mortes e destruições; o Presidente da República foi destituído, mas a instabilidade continua.
   
  1. ECONOMIA EM GRUPOS LINGUÍSTICOS. Os oito grupos linguísticos foram chamados a pronunciar-se sobre o Relatório do Ecónomo Geral, em particular sobre quatro pontos: verificar se o Relatório evidencia a realidade da Congregação, apontando lacunas e sugerindo pontos a merecer maior desenvolvimento; apresentar sucessos, dificuldades e propostas sobre o urgente caminho para o auto-financiamento; propor acções formativas para desenvolver, particularmente entre os jovens religiosos e os Ecónomos, uma visão e capacidade de gestão segundo espírito dehoniano; dar parecer sobre as recomendações e propostas do precedente Capítulo Geral (Plano Trienal e Um por Cento), apresentando sugestões e modo de as pôr em prática.
   
  1. CONCLUSÕES DOS GRUPOS. Como se pode imaginar, foi muito variada e dispersa a matéria apresentada pelos grupos. Algumas ideias muito gerais, sem entrar em pormenores: relatório claro, realista, conciso e completo; ligação da economia e bens materiais a todo o sentido da espiritualidade e do ministério do ecónomo; necessidade de uma melhor formação sobre este sector da nossa vida e importância em manter a informação sempre actualizada; procura de auto-financimento de modo realista, concreto e progressivo; fomento de formação a nível de gestão e economia; concretização do Plano Trienal e da proposta do Um por Cento sobre as disponibilidades financeiras de cada Entidade.
   
  1. SIM AO RELATÓRIO ECONÓMICO. Finalmente, o Relatório do Ecónomo Geral foi aprovado, por secreta votação electrónica, seguida de um aplauso da assembleia capitular. O Superior Geral encerrou este ciclo, com um vivo agradecimento ao Ecónomo Geral pelo serviço que prestou ao longo destes seis anos, ajudando a uma boa gestão dos nossos bens em perspectiva de missão e a uma crescente consciência de solidariedade, rigor e transparência no uso e partilha dos bens. Veio-me à memória o que se dizia no último Capítulo sobre um dos critérios para a escolha do Ecónomo Geral: “deve ter, pelo menos, um pouco de espiritualidade”. Diria que o P. Aquilino procurou transmitir o sentido espiritual da sua missão, valorizando a função de ecónomo como autêntico ministério pastoral.
   
  1. NOMEAÇÃO DO ECÓNOMO GERAL. Os trabalhos terminaram com a questão jurídica sobre a nomeação do Ecónomo Geral, a partir da Moção 5 do último Capítulo Geral, que propunha que fosse nomeado pelo Superior Geral e não pelo Capítulo Geral. Para que essa norma seja efectiva já neste Capítulo, há que alterar as Constituições e o Directório Geral e obter dispensa da Santa Sé, a qual já foi concedida. O P. Marek Stoklosa, da Comissão Jurídica, apresentou a alteração ao nº 132 dos citados documentos da Congregação, objecto de reflexão nos próximos dias, antes de serem submetidos à aprovação.
 
 
 

P. Manuel Barbosa, scj

 

 

 

 

 

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