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« Caritas Christi urget nos »
(2 Cor 5:14) |
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XXII CAPÍTULO GERAL – dia 20, quarta-feira
- EMENTA DO DIA. Vivemos o terceiro dia do Capítulo, que se iniciou com a oração orientada pela Província dos Camarões. O Ecónomo Geral ocupou a manhã a apresentar o Relatório Económico. A terminar a sessão, tivemos a informação da Província da África do Sul, seguindo-se a missa por grupos linguísticos e almoço. A Província de Portugal ocupou-se hoje da Eucaristia no grupo hispano-português; o P. Armando presidiu, eu fiquei pela guitarra e cantoria. A tarde foi preenchida com algum debate sobre o Relatório Económico e a apresentação do Relatório crítico da Comissão económica de peritos. Terminou com a apresentação da Província do Congo. No final da tarde, chegou o último capitular, após ter sido submetido a uma operação à mão. Trata-se do P. Antonio Panteghini, Superior Provincial dos Camarões, que foi Superior Geral e, para boa recordação lusa, fez o seu estágio de vida religiosa de dois anos na Madeira, ainda jovem.
- ACTA DO DIA 18. Finamente, foi submetida à apreciação da assembleia a acta do primeiro dia do Capítulo. Recordo que a acta é enviada aos capitulares por email, que a lêem (espera-se!) e enviam sugestões a uma comissão de quatro capitulares nomeada para o efeito. Essa comissão apresentou hoje as alterações introduzidas (pequenas correcções sem grande significado). A assembleia votou, quase por unanimidade as actas do primeiro dia. Ainda teremos esta dinâmica durante 17 dias, na medida em que os dois últimos dias ficam para o Governo Geral e nos fins-de-semana não se trabalha em sessões capitulares (espera-se novamente que assim seja!). Pelo calendário distribuído, o Capítulo deve encerrar a 11 de Junho e não a 12, como anunciado.
- MENSAGENS. O Superior Geral leu três mensagens dirigidas ao Capítulo: de D. Virginio Bressanelli, ex-Superior Geral e bispo numa diocese da Patagónia (Argentina); de D. Manuel Quintas, antigo Superior Provincial de Portugal e bispo do Algarve (Portual); de um grupo de leigos dehonianos do Brasil Meridional. A assembleia acolheu com agrado, e salva de palmas a cada uma, estas expressões de solidariedade, em que referiam expressamente à temática do nosso Capítulo.
- RELATÓRIO DO ECÓNOMO GERAL – situação económica da Congregação. De uma forma “clara, simples, compreensível e acessível a todos”, o P. Aquilino Mielgo expôs o Relatório Económico do último sexénio. Como bom aragonês, apresentou-se como peregrino, a olhar o passado e o presente com os olhos postos no futuro… Após breve olhar sobre o passado recente, a partir do XVI Capítulo Geral de 1973, falou da actual situação económica da Congregação segundo a política económica da Congregação, expressa na Carta Programática para 2003-2009: da partilha e solidariedade, à luz da Moção 4 do último Capítulo Geral, salientando o Fundo Geral de Ajuda (FAG), a partilha do Um por cento das disponibilidades financeiras de cada Entidade e a ajuda face a acontecimentos catastróficos; do plano trienal, segundo a recomendação 7 do último Capítulo Geral, directiva ainda pouco assumida pela generalidade das Entidades; da procura da autonomia financeira por parte das Entidades; dos vários encontros de formação de ecónomos ao longo dos últimos seis anos; da concretização da caixa comum, “para ajudar a gerir de maneira técnica e segundo critérios evangélicos os bens que a Providência põe à nossa disposição”.
- RELATÓRIO DO ECÓNOMO GERAL – balanços e outros elementos. Socorrendo-se de abundante e exaustiva documentação previamente entregue aos capitulares, ilustrou o balanço da Cúria Geral e de todas as Entidades da Congregação. Apresentou todos os dados sobre os vários fundos gerais da Congregação: Fundo de Ajuda Geral, Fundo Viagens, Fundo Casas de Formação, Fundo Bolsas de Estudo. Abordou ainda a situação do Colégio Internacional em Roma, a Fundação Cristo Rei, a Casa de Acolhimento Villa Aurelia e, como é óbvio, o importante trabalho da Comissão Geral de Finanças. Há investimentos positivos mas, ao mesmo tempo, atingidos também pela crise financeira mundial, sofremos forte quebra nos investimentos. A desvalorização do dólar face ao euro constituiu também uma dificuldade na gestão dos meios financeiros. Basta recordar que, em 2001, 5000 dólares valiam 5673 euros, ao passo que, em 2008, os mesmos 5000 dólares valiam apenas 3592 euros! Foi uma sessão com muitos números, como não poderia deixar de ser, mas com sentido objectivo do seu bom uso ao serviço da missão da Congregação.
- RELATÓRIO DO ECÓNOMO GERAL – olhando o futuro. Apoiando-se, por um lado, na visão global da Congregação e na sua evolução estatística, já apresentadas pelo Superior Geral, por outro, nas implicações que a crise económica mundial teve na Congregação, o P. Aquilino apresentou algumas propostas para o futuro imediato: assumir o uso e a gestão dos bens a partir dos princípios da vida religiosa, como a vida fraterna em comunidade (e não projectos individuais), a corresponsabilidade e transparência, a partilha e a solidariedade; concretizar a partilha solidária efectiva, sobretudo nos planos trienais e na partilha do Um por cento; procurar o auto-financiamento como objectivo prioritário; assumir a formação como empenho urgente, com a indicação de algumas propostas concretas; dar atenção aos arquivos, registos e sistemas de documentação importantes; pensar num possível Fundo de Saúde para toda a Congregação. Sugestões que serão retomadas em trabalhos de grupo e em plenário.
- COMISSÃO ECONÓMICA DE ESPECIALISTAS. A parte da tarde foi ocupada pelos três membros desta Comissão que, de forma independente e com total liberdade, analisou tecnicamente a economia da Congregação. Tratou-se de uma apresentação rigorosa, com muita clareza e transparência, sobre a situação económica da Congregação, na Cúria Geral e nas várias Entidades. Autonomia versus dependência, globalização da solidariedade face às necessidades crescentes, procura de uma melhor qualidade na informação exaustiva, completa e rigorosa, aplicação do plano económico por três ou seis anos, elaboração de uma memória anual provincial, foram algumas das ideias surgidas como recomendação à Congregação. No parecer técnico destes especialistas, se comparada com outras instituições religiosas do género, a Congregação é modesta, pois todos os seus bens dariam apenas para um ano de vida!
- ÁFRICA DO SUL. Ao final da manhã, acolhemos a apresentação da Província da África do Sul, composta actualmente por 19 membros: 1 bispo, 14 padres, 1 irmão, 2 diáconos, 1 escolástico. Não têm noviços desde 2007; apenas apareceu um pré-noviço que nunca virou pós-noviço… Nas obras e empenhos pastorais, falaram das paróquias, da pastoral vocacional a recomeçar, do Centro Internacional de Formação em Teologia (acolhe 15 escolásticos de várias Províncias africanas), dalguns projectos sociais. A colaboração com outras Entidades situa-se, sobretudo, ao nível do Centro de Teologia, quer no acolhimento de outros estudantes de Teologia, quer no apoio económico que recebe de outras Províncias. Como desafios e perspectivas: falta de vocações, procura da autonomia financeira, vida em comunidade, apoio no combate à HIV-AIDS e outros desafios sociais como o combate à pobreza, à criminalidade, à desocupação dos jovens.
- CONGO. No final do dia, a Província do Congo comunicou-nos um resumo da sua vida provincial, nos seus 87 membros. Conta neste momento com 4 noviços. Uma Província em crescimento. Prevê-se, nos próximos 10 anos, a ordenação de 40 novos padres! O Superior Provincial apresentou as obras apostólicas, como escolas, variadas obras sociais no apoio a deficientes e a prisioneiros, as nove paróquias assumidas em várias dioceses. Na colaboração internacional, está em perspectiva a integração no projecto de missão em Angola. Como desafios e perspectivas, salientou a vida fraterna em comunidade, o auto-financiamento, a formação e a abertura a outras frentes de missão.
P. Manuel Barbosa, scj
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