Crónica - dia 17 de Maio
1. Esta noite, logo a seguir ao jantar, fez-se a apresentação dos participantes ao XXII Capítulo Geral, por países e continentes. Momento de convívio e partilha de excelentes produtos típicos, quase todos comestíveis e bebíveis. De Portugal trouxemos o vinho do Porto e broas de mel da Madeira. De Madagáscar veio uma cruz de madeira para cada participante, que o P. Agostinho Clemente anunciou em forma bilingue: “Il y a um saco de petites croix para toda a gente”. Aliás, como ainda não tínhamos a equipa de tradução oficial, lá nos fomos desenrascando nas várias línguas. Alguns não respondiam à chamada, pois a pronunciação não correspondia aos ditos cujos. Enfim, bom humor e espírito de família a anteceder os trabalhos capitulares amanhã.
2. Partimos bem cedo de Lisboa: P. João de Deus da Costa Jorge e P. José Armando Vieira da Silva (delegados eleitos), P. José Zeferino Policarpo Ferreira (convidado como próximo Superior Provincial), P. Manuel Joaquim Gomes Barbosa (membro de direito). Depois de bem conduzidos ao aeroporto pelo P. Jacinto de Farias e pelo P. José Agostinho e após as devidas despedidas nas respectivas comunidades, voámos para Roma numa viagem agradável, que deu para ler e repousar. Um delegado vindo do norte (não digo o nome por respeito à sua intensa actividade psicológica) não aguentou a pressão do iogurte que espirrou no casaco, o que motivou uma correria de hospedeiras para a necessária limpeza com sprays e escovas; depois de muito porfiar, o casaco ficou limpo para a tal visita papal.
3. À chegada, o P. Rafael Costa acolheu-nos com a sua sonora simpatia, a que não faltaram as devidas vénias, com dobra dos joelhos ao novo Superior Provincial. O P. Humberto andava às voltas com a carrinha que, dada a sua altura (da carrinha, claro), não podia entrar no parque de estacionamento.
4. Chegámos no início da tarde, reencontrando a pouco e pouco os outros capitulares, o Superior Geral e o P. Ricardo Freire, que anda “estafado”, talvez por fazer parte do “staff” do Capítulo Geral, mas satisfeito pelo seu exigente trabalho de estudo e pelo reencontro com os confrades lusitanos. No mesmo piso 3 da Villa Aurélia encontrámos os irmãos malgaxes P. Agostinho Clemente e P. Armando Baptista, creio mesmo que os despertámos da soneca da sesta. Antes do jantar, celebrámos uma bem partilhada Eucaristia em português, presidida pelo nosso decano em Roma, P. Rafael Costa.
5. Amanhã, iniciam-se formalmente os trabalhos do Capítulo Geral, sob o tema “O amor de Cristo nos impele (2 Cor 5,14). Apaixonados por Cristo, que nos une em fraternidade, anunciamos o Evangelho”. Já temos muito material de trabalho na pasta que recebemos. Durante estes dias, procurarei, juntamente com os outros confrades, ir dando nota do que aqui se vai passando. A parte fotográfica estará bem assegurada pelo P. Armando, que trouxe um bom arsenal de apoio, e pelo P. Zeferino, que transportou os quatro longos canudos da máquina profissional em uso no Centro Dehoniano; a parte descritiva fica a cargo do P. João de Deus e deste servo que assina a crónica de hoje. Pela cara dos fotógrafos oficiais e jornalistas de nomeada (ou nomeados, como a habitual Mary Gorsky que por aqui já assentou arraiais), já percebi que temem a nossa concorrência. Tudo para bem da comunicação dos trabalhos do XXII Capítulo Geral!
» Manuel Barbosa, scj